terça-feira, 10 de novembro de 2009

ser, saber, sentir, sentir, saber, ser

Quem sabe demais, muitas vezes não sente. E quem sente demais, geralmente pode saber.
Saber sentir, saber o valor do suspiro, da palavra, da sensação, daquilo que move o cérebro a proporcionar tudo isso.
Eu preferiria sentir, mas ainda não sei se sinto, talvez sinta e não saiba, talvez saiba, mas não sinta. Significados podem ser diferentes daquilo que realmente parece, é tudo confuso, tudo confuso pra mim, tudo confuso nisso que move o cérebro a proporcionar tudo.
Ser, saber, sentir, sentir sem saber, saber sem sentir, ser.
Se me perguntam "tudo bem?" não sei o que responder, não está bem, mas não está mal, não sei se está bem ou mal, o que seria estar bem ou mal? Talvez eu precisasse sentir para saber, mas ainda não sei se sinto, não sei o que sinto. E tudo roda e continua, não pára para eu tentar saber, não pára para eu tentar sentir, não.
Não, o oposto de sim, o antônimo. Não é discordar, negar; sim é concordar, aprovar, consentir...
Estar ansiosa sem saber o porquê, só saber que não é no sentido de estar agitada, animada, à espera. Não espero nada, ou espero, sem saber e sinto que espero, sentindo ansiedade. Eu sinto ansiedade, mas não sei, não tem motivos, ou tenha e eu não saiba.
Eu sinto e não sei. Seria isso ignorância? Ou inteligência? Sentir o que não se sabe, o que muitas vezes não quer sentir, outras quer sentir só para ter o que sentir, para ser. E ser talvez seja sentir... não sei.

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