segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

cigarros, fome, sentimentos

Estava morrendo de fome, vazio no estômago, na alma e no coração.
Acendi um cigarro, metade do que ele me deu, a outra metade guardei.
Cigarro preenche o vazio do tempo, da alma e da saudade.
Sei que posso tardar a revê-lo, a senti-lo, a dizer a ele que sou indiferente, enquanto não sou.
Talvez eu tenha só ocupado o tempo, preenchido o vazio do tempo dele, mas talvez eu tenha preenchido o mesmo que ele preencheu em mim. O vazio do sentimento, dos sentidos, do coração, da alma. Ele funcionou como um cigarro em mim. Eu o adoro, admiro por isso. Nunca ninguém o fez.

Só ele e os cigarros...

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